sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Pintura Barroca

No barroco, a pintura é inquietante e altamente espiritualizada. Os pintores barrocos enfatizaram novos e sugestivos métodos de composição. Usaram técnicas tais como figuras desproporcionais ante a perspectiva e desenhos que eram intencionalmente assimétricos. Esses artistas interessavam-se mais em captar a idéia de espaço e movimento do que apresentar formas individuais como a última perfeição. Miguel Ângelo, Caravaggio e Annibale Carraci foram pintores barrocos de grande nome. Petrus Paulus Rubens, de Flandres (hoje pertence à Bélgica), foi o líder da pintura barroca no norte. Os pintores espanhóis El Greco e Diego Valázquez acrescentaram elementos fortes e sombrios ao movimento. Como a arquitetura, a pintura barroca francesa do período conservou sobretudo qualidades clássicas, por exemplo nas obras de Nicolas Poussin e Claude -século XVII. No Brasil, destacam-se os trabalhos de Manuel da Costa Ataíde e Francisco Xavier Carneiro, em Minas Gerais, e as pinturas alegóricas de Pernambuco (Recife e Olinda), onde os temas religiosos se mesclavam a elementos profanos alusivos à invasão holandesa a às lutas contra os ocupantes.

Pintura e Escultura barroca



Barroco Brasileiro


Barroco brasileiro, período artístico que se inicia no Brasil a partir do ciclo do ouro, nos séculos XVII e XVIII, envolvendo todas as atividades artísticas e culturais. Caracteriza-se pelo movimento sinuoso das formas, pelo jogo dos opostos, pela luz tangente, exuberância dos detalhes e ornamentos.
O barroco brasileiro foi diretamente influenciado pelo barroco português, porém, com o tempo, foi assumindo características próprias. A grande produção artística barroca no Brasil ocorreu nas cidade auríferas de Minas Gerais, no chamado século do ouro (século XVIII). Estas cidades eram ricas e possuíam um intensa vida cultura e artística em pleno desenvolvimento.
A arte barroca de Minas Gerais revela grande proximidade com a arte das cidades portuguesas de Braga e do Porto. O Barroco mineiro acabou por sobrepujar ao da metrópole, especialmente nas obras de Aleijadinho, em Congonhas do Campo e Ouro Preto.
O barroco tornou-se a verdadeira expressão de liberdade, em uma fase de dominação e opressão. Consistiu na possibilidade de infringir regras trazidas pelos europeus e criar soluções inesperadas. A integração das artes, característica do barroco mineiro, só foi possível com um trabalho sistemático de equipe, experimentando materiais locais e suas aplicações ideais. Os aperfeiçoamentos na arte de construir foram sucessivos. As irmandades estimulavam o surgimento dos artistas, especialmente na região das minas. A sociedade tornou-se mais flexível, menos rígida e menos preconceituosa com os artistas mulatos e caboclos. Criou-se uma consciência profissional. Arquitetos e mestres estipulavam regras e condições. As igrejas passaram a ser construídas com duas torres cilíndricas nos flancos dos frontispícios e a decoração interior sugeria a sinuosidade das pedras entalhadas, fundamentando o novo estilo. As torres foram coroadas de abóbadas de pedra.
Nas regiões litorâneas, o barroco diferenciou-se do mineiro. Ligado ao ciclo da canade-açúcar, o barroco nordestino aproximou-se da aristocracia rural, exuberante e pomposa, estilo que se refletiu na riqueza das construções eclesiásticas e nas grandes varandas das casas-grandes e santas casas.
No Rio de Janeiro, uma nova linguagem artística surgiu com características próprias: imagens de santos destacados da formas arquitetônicas e mais leveza nos maiores espaços lisos entre os ornatos.
Aleijadinho (1738-1814), arquiteto e escultor brasileiro. Foi o artista mais importante do rococó no Brasil. Entre suas obras, destacam-se Os doze profetas e as seis cenas da Paixão de Cristo (1800-1805). A maior parte de suas esculturas estão na cidade de Congonhas do Campo, Minas Gerais.

Irmandades no Brasil, a participação dos leigos no catolicismo foi feita através das confrarias religiosas. Há dois tipos de confrarias: as irmandades e as ordens terceiras. A origem de ambas são as medievais corporações de ofícios. A época de maior desenvolvimento das irmandades foi o período colonial. Após a proclamação da república, a Igreja católica as marginalizou.
A finalidade das irmandades é a devoção a um santo para o qual se organizam cultos e festas. Quando o culto é realizado em oratórios, a irmandade se encarrega de levantar ermida ou capela, ou, ao menos, um altar lateral em uma igreja já existente. Cada irmandade tem seu estatuto e, seus membros, direitos e deveres dos seus membros, com aprovação real. As irmandades têm caráter religioso e devocional, com exceção da Irmandade da Misericórdia que também presta assistencia social. As principais irmandades foram a do Santíssimo Sacramento e a do Rosário. Esta, a partir do Império, só congregou homens pretos.